
Foi assim com a Inquisição - se não eram cristãos e não se queriam converter ou se eram acusados, justa ou injustamente de bruxaria, o seu destino estava traçado: fogueira. Pelo caminho, o povo entretinha-se a bater, cuspir, apedrejar e insultar os (já) condenados. Aproveitando o espectáculo, queimavam-se uns escritos que fossem contra a moral vigente naquele sítio. O povo, ignorante como era, seguia extasiado os membros da Inquisição. Até porque esta agia com o beneplácito do Papa.
Já em pleno séc.XX, vários líderes carismáticos emergiram, sendo capazes de motivar e manipular as massas, levando-as a cometer as maiores atrocidades. Nessa galeria de horrores, nomes como os de David Koresh, Jim Jones, Stalin e Mussolini são figuras cimeiras. Porém, nenhum suplantou Adolf Hitler.

Chegado ao poder com um pretexto falso, o incêndio do Reichstag atribuído aos socialistas, logo se encarregou de identificar a origem de todos os males do seu país: o Tratado de Versalhes e os judeus. Dotado de uma capacidade de quase hipnotizar as multidões, parecia estar num palco a declamar ou representar (ensaiava os discursos frente a um espelho). Contava-se na altura que muitas pessoas ficavam num estado de pura histeria, por vezes à beira das lágrimas.

Acabado o comício, poucos se lembravam do que tinham ouvido. Apenas sabiam que tinham que seguir o chefe, sem hesitações e, principalmente, sem pensar. Numa infame noite, a Kristallnacht, a turba, apoiada pela guarda pessoal do líder (SS), encarregou-se de destruir tudo o que fosse relacionado com os judeus. Foram destruídas 7500 lojas e 1600 sinagogas, entre outras coisas.

Para Hitler e seus seguidores, quem não fosse por ele, era contra ele: judeus, comunistas, socialistas, homossexuais, ninguém tinha o direito de ser diferente, de pensar de outra maneira. À medida que se ia expandindo, também crescia o número de gente a abater. Assim, se chegou à vergonha que foi a "solução final", onde milhões morreram.
No fim, como nos contos de fadas, o bem venceu o mal e, com Hitler morto, uma parte dos seus capangas foram levados à justiça e o terror nazi acabou.
Consta que no final, Hitler, minado pela doença e talvez já num estado demente, ainda se entretinha a mover exércitos imaginários contra inimigos reais. Como quase todos os ditadores, o seu fim foi patético.
Mais dia, menos dia, a História repetir-se-à...
Este texto deve ser relido à luz dos últimos acontecimentos envolvendo adeptos, atletas, dirigentes e casas do Benfica...
E depois vejam se tenho ou não razão: a História tem resposta para tudo. Porque tudo se repete...
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